Serpentes, dragões, porões, maldições…imaginação fértil ou não, esses são personagens e elementos importantes sobre a história de Araraquara. De alguma forma, eles contribuíram para o imaginário da população do início do século passado e permeiam entre ficção e realidade, contribuindo para as Lendas Urbanas que povoam os pensamentos das crianças araraquarenses até hoje.
A lenda mais popular é sobre a serpente que habita o chão da Igreja Matriz, porém, segundo uma minoria, na verdade seria um dragão. Por que a lenda ainda sobrevive? Simples, um fato colabora para sua existência ser mais concreta: o inacabamento da Igreja Matriz. Caso alguém mexa no chão ou nos porões da construção, um pedaço da Igreja cai, motivo pelo qual suas obras nunca chegaram ao fim. Em outra versão dessa história, uma mãe jogou o filho no antigo córrego em frente à igreja, e o bebê se transformou numa serpente que habita até hoje o porão da Matriz e acorda a cada 8 anos para derrubar mais algumas partes do santuário. Como toda boa lenda ou folclore, que corre de boca em boca, há muitas variações, porém gira sempre em torno da famosa praça de Araraquara, a Matriz de São Bento, que apesar de ter um fato triste no passado, hoje é ponto turístico da cidade e palco de festividades.
Por falar nisso, não há como não lembrar do caso dos Britos, fato que tomou rumo nacional devido seu decorrer. Há pesquisas que se tornaram livros sobre tal assunto, que envolveu política por se tratar de um jornalista e um coronel. No entanto, ele é citado aqui também apesar de ter sido fato real, pois há variações da história e algumas um pouco mais fantasiosas sobre o modo de seu acontecimento.
Fictícios ou não, a contação de histórias faz parte da cultura do homem em geral e não seria diferente em uma cidade que possibilitou com seus elementos, pessoas e um punhado de imaginação essa partilha de lendas repassadas as nossas crianças curiosas.
Há uma outra lenda sobre um tesouro escondido, mais conhecido entre os moradores do bairro o qual ele estava (ou está?!) enterrado. Mas essa é outra história para ser contada em breve…

